segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Novas casas

Percebi que estava postando as coisas que costumava postar aqui em outros lugares e que o blog estava ficando sem sentido, aí resolvi deixá-lo parado por enquanto e usar outros lugares.
Deixo, então, meus novos endereços para o caso de alguém se interessar:

Tumblr: http://avidamodernaeumlixo.tumblr.com/
Onde eu coloco coisas aleatórias, como músicas, imagens, pensamentos. Provavelmente o meu retrato mais fiel na internet até agora... muitas vezes eu entro lá e penso eu sou uma pessoa que passa o tempo todo esperando alguém falar de Community só pra eu falar também. Não tá muito longe da verdade.

Livros: http://aestanteladecasa.wordpress.com/
Meu blog de livros com alguns amigos. São textos pessoais sobre livros e leitura em geral. Quem gostar de ler ou quiser indicações será sempre bem vindo.

Ficção: http://avidamodernaeumlixo.wordpress.com/
Onde estou colocando meus textos de ficção. Não tem muita coisa ainda, mas a ideia é ir colocando cada vez mais.

Mais ou menos pessoal: https://naoefacilserverde.wordpress.com/
Onde estou colocando textos sobre assuntos que me interessam. Provavelmente o mais próximo desse blog (junto com o tumblr).

É isso, então. Bom 2013!

Até mais e obrigada pelos peixes!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Um homem vazio

Estou indo para o coração da floresta. Sou um homem vazio. Sou um vácuo que se alimenta do concreto. Portanto, não existe nada que eu deva temer. Absolutamente nada.


Nakata não é só ruim da cabeça. Nakata é vazio por dentro. Foi o que ele percebeu neste momento. Ele é como uma biblioteca sem nenhum livro. Antigamente não era assim. Nakata tinha livros dentro dele. Ele não conseguia se lembrar do passado, mas agora se lembrou. Sim senhor. No passado, Nakata era uma pessoa normal, como qualquer outra. Mas então, aconteceu alguma coisa que deixou Nakata vazio por dentro.


Porque enquanto amamos, estamos em busca de algo que nos falta. E por isso ficamos sempre tristes ao pensar na pessoa amada, alguns um pouco mais, outros, um pouco menos. Temos a mesma sensação de quando pomos os pés num quarto que perdemos num passado distante, repleto de lembranças saudosas. É mais que natural. 


(Kafka à beira-mar, Haruki Murakami) 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Pokemon!!!


Comecei a jogar Pokemon online ontem e foi como voltar a ter 11 anos de idade. Sério. Lembro exatamente de tudo do jogo e, o mais bacana, essa versão reproduziu as cidades e personagens que existiam no original, o que deixa a experiência ainda mais nostálgica. Eu não sei se alguém da minha idade conseguiu crescer sem passar pela fase Pokemon, mas eu não. Inclusive, tinha os 151 deles e me orgulhava bastante. Naquela época também que eu escolhi, no comecinho do jogo, o Charmander como meu primeiro Pokemon e até hoje eu sonho em ter uma pelúcia dele.

Aí ontem, escolhi começar na cidade de Pallet e peguei o Charmander tudo de novo. Acabei me lembrando de estratégias e descobertas que fiz quando pequena e é engraçado como essas coisas ficam mesmo na nossa memória, porque agora estou repetindo exatamente o que costumava fazer no jogo do GameBoy. No momento, evoluo meu Metapod e procuro um Pikachu na floresta de Viridian... porque como comecei com o Charmander, vou precisar deles para os primeiros ginásios.

Jogo bom é jogo bom, né? Mesmo depois de mais de 10 anos, ele continua me divertindo do mesmo jeito.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Um monstro

Ficou ali, diante do espelho, e teve medo. Era o verão do medo para Frankie, e havia medo que podia ser calculado aritmeticamente, com papel e um lápis, na mesa. Naquele agosto, estava com doze anos e dez meses de idade. Tinha um metro e sessenta e seis e usava sapatos tamanho trinta e sete. Ano passo, crescera dez centímetros, pelo menos era o que calculava. Já as detestáveis criancinhas do verão gritavam-lhe: "Eu, está fazendo frio aí em cima?". E os comentários dos adultos faziam Frankie gelar, da cabeça aos pés. Mesmo que parasse de crescer aos dezoito anos, ainda teria pela frente cinco anos e dois meses de crescimento. Portanto, de acordo com a matemática, a não ser que, de alguma maneira, conseguisse parar, cresceria até ficar com mais de dois metros e setenta de altura. E o que seria uma mulher com mais de dois metros de altura? Um monstro.


- Você já conheceu alguém de que, depois, você lembra mais como um sentimento do que como uma imagem?
- Que que você quer dizer com isso?
- Quero dizer o seguinte - falou Frankie, devagar. - Vi os dois, claro. Janice estava com um vestido verde e sapatos altos, também verdes, e elegantes. O cabelo dela estava preso no alto da cabeça, com um pequeno coque. Um cabelo escuro, com uma pequena mecha solta. Jarvis estava sentado junto dela, no sofá. Usava seu uniforme marrom e estava bronzeado e muito limpo. Eram as duas pessoas mais lidas que já vi. Mas era como se eu não pudesse ver tudo que queria deles. Meus miolos não conseguiam juntar as peças com rapidez bastante para eu entender tudo. E, então, eles foram embora. Está entendendo o que quero dizer?


- Você nunca mais vai ver aquele gato vagabundo.
- Se pelo menos eu soubesse para onde ele foi.
E assim, em todas aquelas tardes lúgrubes, suas vozes faziam um ruído de serra, uma contra a outra, dizendo as mesmas palavras, e Frankie acabou achando que pareciam versos de pé quebrado, na boca de duas loucas. Ela finalizava dizendo a Berenice:
- Parece que todo mundo, simplesmente, foi embora e me deixou. 


A convidada do casamento, Carson McCullers 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Lembre-se que é pecado matar um pássaro imitador



Existem muitos, muitos, muitos livros maravilhosos e que abrem a nossa cabeça para milhões de coisas. Mas são poucos aqueles que, além de fazer isso, invadem o nosso coração e o despedaçam em milhões de partes só para, ao final, reconstruí-lo com um sentido a mais. Ontem eu terminei de ler O Sol É Para Todos (To Kill A Mockingbird) e foi o que vivi foi um trauma literário.

Claro que eu já conhecia mais ou menos a história do livro, já tinha escutado falar bastante e ele tinha sido recomendado por alguns amigos, mas acho que ninguém começa a ler uma obra esperando que ela mexa tão intimamente com a sua cabeça e o seu coração. Pois foi exatamente isso que aconteceu. Desde a primeira página até a última linha, o que eu senti foi amor transbordando por cada uma das palavras, e os personagens que encontrei se tornaram parte de mim. Scout, Jem, Dill, Atticus, Calpurnia, Tom Robinson, D. Maddie, Boo Radley (Ah, Boo Radley...!), todos eles se tornaram parte de mim como fossem, a cada página, tatuados no meu coração. E vão ficar lá para sempre. Porque alguns livros voltam para a estante depois de lidos, mas outros merecem ficar junto da gente. Por isso é que eu decidi tatuar essa frase aí do título, para levar todo esse aprendizado e carinho junto comigo para onde quer que eu vá.

2012 em livros - Novembro

Vou colocar a lista agora, porque acho impossível que eu leia mais um livro inteiro nos próximos dois dias (ainda mais levando em consideração o tamanho do que pretendo começar a ler hoje).

Fugitiva, Alice Munro

1Q84 (livro 1), Haruki Murakami

Jogador Nº 1, Ernest Cline

Franny & Zooey, J. D. Salinger

Até mais, e obrigado pelos peixes!, Douglas Adams

O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

The Outsiders - Vidas sem rumo, S. E. Hinton

O Sol É Para Todos, Harper Lee

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

To Kill A Mockingbird

Preferia que você só atirasse em latas no quintal, mas sei que vai caçar passarinhos. Pode matar todos os gaios que quiser, se conseguir acertá-los, mas lembre-se que é pecado matar um pássaro imitador.

O Sol É Para Todos, Harper Lee 

domingo, 25 de novembro de 2012

Outro Mundo

Existem pessoas que se preocupam tanto com o Outro Mundo que nunca aprendem a viver neste.

O Sol é Para Todos, Harper Lee 

Jonathan from the block

Foto do Jonathan Franzen quando jovem:


Desculpa, uma pessoa não pode escrever As correções e ainda ser bonito assim. É demais para o mundo, não é justo com o resto dos seres humanos. Hoje em dia ele ainda é um tiozão bonitão, mas nunca imaginei que ele era tão bonito quando mais novo.

sábado, 24 de novembro de 2012

O que Holden e Daisy pensam de você




Acabei de pedir as duas! Sonhos de consumo! Nem sabia, mas acabei aproveitando a promoção lá do DFTBA e o frete foi só 3 dólares, e ainda vou ganhar uma pulseira de brinde. Por que não tem camisetas literárias aqui no Brasil? Bom, até tem, já comprei uma da Clarice Lispector bem bonita, mas é difícil de achar... bom, acho que a explicação está no fato que a média nacional é de 4 livros lidos por ano.